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Vitória tem 4ª maior alta no aluguel entre capitais em 2025

Percentual coloca a capital capixaba atrás apenas de Teresina (21,81%), Belém (17,62%) e Aracaju (16,73%)

Escrito por Redação
Foto: Prefeitura de Vitória

Vitória está entre as capitais brasileiras onde o valor do aluguel mais aumentou em 2025 e também figura no grupo das cidades mais caras para morar no país no ano passado. É o que mostram os dados do Índice FipeZap, divulgados nesta quarta-feira (14), que acompanham os preços de locações residenciais em 36 municípios.

Segundo o levantamento, o preço médio do aluguel no Brasil teve alta de 9,44% em 2025. Apesar de ter ficado acima da inflação oficial, o resultado representa o menor avanço anual dos últimos quatro anos, indicando uma desaceleração no ritmo de reajustes em comparação com períodos anteriores.

Vitória entre as maiores altas do país

Entre as capitais, Vitória aparece como a quarta cidade com maior aumento no valor do aluguel ao longo do ano, com alta acumulada de 15,46%. O percentual coloca a capital capixaba atrás apenas de Teresina (21,81%), Belém (17,62%) e Aracaju (16,73%), e à frente de cidades como João Pessoa (15,31%) e Cuiabá (14,61%).

Na outra ponta do ranking, Manaus registrou a menor variação do país, com avanço de cerca de 1% em 2025 — índice que, na prática, representa queda real, já que ficou abaixo da inflação estimada no período.

Mesmo com um crescimento mais moderado em relação aos últimos anos, o FipeZap aponta que os aluguéis continuaram subindo acima da inflação, mantendo a pressão sobre os inquilinos e demonstrando a força do mercado de locação, inclusive em um cenário de desaceleração econômica.

As capitais onde o aluguel mais subiu em 2025, segundo o FipeZAP:

Teresina (PI): 21,81%
Belém (PA): 17,62%
Aracaju (SE): 16,73%
Vitória (ES): 15,46%
João Pessoa (PB): 15,31%
Cuiabá (MT): 14,61%
Belo Horizonte (MG): 13,01%
Fortaleza (CE): 12,45%
Salvador (BA): 12,38%
Maceió (AL): 12,22%
São Luís (MA): 11,37%
Curitiba (PR): 10,98%
Rio de Janeiro (RJ): 10,87%
Natal (RN): 10,13%
Recife (PE): 9,82%
Porto Alegre (RS): 9,38%
Florianópolis (SC): 9,35%
São Paulo (SP): 7,98%
Brasília (DF): 6,41%
Goiânia (GO): 4,67%;
Manaus (AM): 1,06%.

Dezembro teve aceleração e Vitória se destacou

No recorte mensal, dezembro fechou com alta média de 0,68% nos preços de locação no país, acima do resultado de novembro (0,59%) e também superior a índices como o IPCA e o IGP-M no mesmo período.

Vitória teve um dos maiores avanços do mês entre as capitais, com aumento de 1,96% em dezembro. A capital ficou atrás apenas de Natal, São Luís e Maceió no ranking mensal, e à frente de cidades como Teresina e Belém.

A elevação foi mais intensa em imóveis maiores. Unidades com quatro ou mais dormitórios registraram alta média de 1,42% no último mês do ano, enquanto imóveis de um dormitório tiveram aumento mais contido, de 0,58%.

Quanto custa morar de aluguel

Em dezembro, o preço médio do aluguel residencial nas 36 cidades monitoradas chegou a R$ 50,98 por metro quadrado. Os imóveis de um dormitório continuaram sendo os mais caros, com média de R$ 68,37/m², enquanto os de três dormitórios apresentaram o menor valor médio, de R$ 43,81/m².

Entre as capitais, Belém e São Paulo lideraram os preços médios por metro quadrado, seguidas por Recife e Florianópolis. Já Teresina, Aracaju e Campo Grande registraram os menores valores médios do país.

Retorno para investidores

Do ponto de vista de quem investe em imóveis para locação, a rentabilidade média do aluguel residencial foi estimada em 5,96% ao ano em dezembro de 2025. O retorno, embora estável, segue abaixo do rendimento de aplicações financeiras de referência, o que reduz a atratividade do aluguel como única fonte de renda.

Vitória aparece entre as capitais com menor rentabilidade média, com yield estimado em 4,32% ao ano. O índice é inferior ao observado em cidades como Belém, Recife e Cuiabá, que lideram o ranking nacional de retorno com aluguel.

Ainda assim, os dados do FipeZap indicam que, mesmo com rentabilidade menor para investidores, a capital capixaba segue como um dos mercados mais pressionados do país, com aumentos expressivos no valor do aluguel e custo elevado para quem busca morar de aluguel.

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