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Fiscalização apreende redes irregulares em Vila Velha

Foram apreendidas duas redes de espera do tipo arrasto, totalizando cerca de 600 metros.

Escrito por Redação
Na ação de fiscalização foram apreendidas duas redes/PMVV

Em ação de fiscalização visando a impedir crimes ambientais, foram apreendidas nessa quarta-feira (8) duas redes de espera do tipo arrasto, totalizando cerca de 600 metros. A operação, que segue ao longo do mês de janeiro, é desenvolvida entre a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Vila Velha e o Batalhão de Polícia Militar Ambiental.

Segundo noticiou a Prefeitura de Vila Velha, durante a ação, não houve flagrante de pescadores no local. As redes apreendidas estavam sem qualquer identificação do responsável, o que já configura infração ambiental, além de estarem posicionadas a uma distância da costa inferior à permitida pela legislação. Além disso, a ausência do Registro Geral da Pesca (RGP), que identifica o proprietário do equipamento, torna o uso da rede ilegal.

“Esse tipo de rede irregular, quando fica à deriva no mar, provoca impactos gravíssimos ao meio ambiente, especialmente à fauna marinha. Tartarugas e golfinhos acabam presos e morrem sem qualquer chance de sobrevivência. A Prefeitura de Vila Velha não tolera práticas de pesca predatória ou fora da legislação. Nosso trabalho é orientar, mas também agir com firmeza para proteger o ecossistema marinho e garantir o uso sustentável dos nossos recursos naturais”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Isabela Igreja.

Ecossistema marinho

Segundo a Prefeitura, a fiscalização faz parte das ações do município para coibir a pesca predatória e irregular e proteger o ecossistema marinho. O foco principal é educativo e preventivo, buscando orientar a comunidade pesqueira sobre práticas sustentáveis e evitar danos à fauna marinha. No entanto, o município reforça que não irá tolerar irregularidades ambientais no território marítimo.

A ação contou com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no que diz respeito aos procedimentos administrativos. O Ibama recebeu o material recolhido e deu andamento à lavratura dos autos, como o auto de apreensão e o de destruição dos petrechos apreendidos.
. Caso o proprietário das redes se identifique e comprove a posse do material, será lavrado auto de infração em seu nome. As penalidades previstas incluem multas que variam de R$ 700 a R$ 100 mil, além da possibilidade de responder por crime ambiental, com sanções que podem incluir detenção.

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